domingo, 11 de dezembro de 2011

Veta, Dilma!!

Pedido urgente para a Presidente Dilma: evite uma catástrofe global!



Como brasileiros, somos privilegiados de termos algumas das mais belas e importantes florestas do mundo. A nova lei proposta pelo Congresso, porém, resultará na destruição de grande parte de nossa riqueza natural ao reduzir áreas de conservação.

Além disso, a alteração da legislação em tramitação no Congresso prevê a anistia para quem desmatou ilegalmente e destruiu milhares de quilômetros de nossa natureza. Ou seja, vamos premiar a destruição criminosa da floresta, ao invés de forçar a recuperação destas áreas.

As consequências serão sentidas em todo o planeta!

Caso seja implementado, a destruição causada pela nova lei implicará na emissão de 28 milhões de toneladas de gases poluentes (como o CO2)! Isto é equivalente ao que um país do tamanho da Inglaterra emitiria em 57 anos, agravando em muito a questão das mudanças climáticas.

Durante a campanha presidencial, a então candidata Dilma Rousseff assumiu um compromisso público de vetar qualquer iniciativa que beneficiasse desmatamento ilegal e promovesse mais destruição de florestas. Está na hora da presidente cumprir a promessa.

A decisão final está nas mãos da presidente Dilma Rousseff. Apenas ela pode evitar esta catástrofe. Adicione seu nome e email a esta campanha e nos ajude a dizer: "Veta, Dilma!"
Saiba mais sobre os riscos do novo código florestal!



Código Florestal: Entenda o que está em jogo!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

DIGA NÃO A USINA DE BELO MONTE!!



PETIÇÃO ONLINE CONTRA USINA DE BELO MONTE

A luta dos ativistas contra a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte ganhou não um, mas 19 reforços de peso. Isso porque atores e atrizes participaram de um vídeo promovido pelo Movimento Gota D'Água que questiona a construção da usina. A campanha ainda convoca os brasileiros a assinar uma petição que será entregue à presidente Dilma Rousseff pedindo a interrupção imediata das obras de Belo Monte e o incentivo a políticas alternativas de geração de energia limpas e justas para toda a população brasileira.Para assinar a petição é só clicar AQUI !

OUTRAS PETIÇÕES:
Outra Petição online Contra a usina, para assinar clique AQUI!
Outra Petição, para assinar clique AQUI!


"É a Gota D'Agua + 10"
Este é o primeiro vídeo do Movimento Gota d'Água e pretende envolver a sociedade brasileira na discussão do planejamento energético do Brasil através da obra da usina hidrelétrica de Belo Monte. link para assinar a nossa petição: www.movimentogotadagua.com.br


CONSTITUIÇÃO FEDERAL BRASILEIRA
CAPÍTULO VI
DO MEIO AMBIENTE
"Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá- lo para as presentes e futuras gerações."

§ 1º - Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público:
I - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas; (Regulamento)

IV - exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade; (Regulamento)
V - controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente; (Regulamento)

VI - promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente;

VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade. (Regulamento)

§ 3º - As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados.

§ 4º - A Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira são patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais.

Ação Popular contra Belo Monte

A ação popular é um instrumento jurídico e um direito fundamental garantido pela Constituição Federal, Art. 5º, que permite a qualquer cidadão brasileiro acionar o poder judiciário quando houver ato lesivo ou risco de lesão a patrimônio da União, nesse caso, ao meio ambiente.


BELO MONTE
Apesar de todo o investimento, a obra só produzirá um terço da sua capacidade, uma vez que aquela região ao norte do país "praticamente seca" durante oito meses do ano. Além disso, ela irá destruir 640 km² da floresta amazônica e desabrigará milhares de índios e ribeirinhos.
Obra e operação do projeto da UHE Belo Monte são um afronto ao rio, ao ambiente e à população que vive ali.
O projeto de Belo Monte não visa a sustentabilidade, mas ao crescimento econômico acelerado. Aceleração para quem? O povo simples já está trabalhando oito dias por semana – férias de dupla contagem – para ter uma existência humilde.
A licença prévia contem 40 condições, relativas à qualidade da água, fauna, infraestrutura sanitário ou à população afetada. Mas isto apenas em parcialidade corresponde às demandas dos atingidos pela usina. Por exemplo, pesquisas no processo de planejamento até agora são omissos em relação aos impactos sociais, migratórios e ambientais. Projetos anteriores mostram que condições e promessas nunca foram totalmente implementadas na prática.


Solidariedade!
Os povos indígenas, vivendo na Amazônia secularmente e afetados direta e indiretamente pela usina Belo Monte, reclamam a partir da Constituição Federal do Brasil de 1988 e da Convenção 169 da OIT ainda audiências, que realmente atendam a essas legislações.
O planeta Terra pertence a todos nós!!!!!

Neste planeta há apenas uma Amazônia com sua biodiversidade.

As inúmeras reclamações de agricultores, ribeirinhos e moradores das comunidades atingidas pela primeira etapa da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte - UHE/BELO MONTE, acusando a Norte Energia S.A. de arbitrariedades no processo desapropriatório e indenizatório, levou a Defensoria Pública do Estado do Pará, no município de Altamira, a ingressar com Ação Civil Pública no último dia 17 de outubro.
A ação Civil Pública foi distribuída na 1ª Vara Cível da Comarca de Altamira - PA, sob o número 0003927-12.2011.814.0005.


 
BELO MONTE:
A falsificação da maioria e a importância da democracia.
Em 10 de novembro de 2011, dia seguinte ao julgamento da primeira Ação Civil Pública impetrada pelo Ministério Público Federal contra a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, os arautos do desenvolvimento predatório, irresponsável, dependente e desigual lançaram-se na defesa do vexatório resultado do julgamento que, rasgando a Constituição de 1988, negou o direito dos povos indígenas de serem ouvidos sobre o projeto que afetará diretamente suas terras. 
Até ai tudo bem, já que não é novidade para ninguém que a defesa destas grandes “irracionalidades lucrativas” sempre os uniu. O que mais assusta são alguns elementos novos que estão presentes no editorial do jornal Brasil Econômico do dia 10 de novembro (A Exclusão da Maioria – http://www.brasileconomico.com.br/noticias/a-exclusao-da-maioria_109170.html ) e republicado algumas horas após no Blog gerenciado pela Norte Energia S.A. (NESA) (http://www.blogbelomonte.com.br/2011/11/10/brasil-economico-a-exclusao-da-maioria/): (a) a completa ignorância sobre o caso; (b) o tom arrogante, desrespeitoso e ditatorial da matéria, que aliás, aproxima-se muito da forma como a (NESA) vem conduzindo as negociações com as populações locais; (c) a tentativa de inverter e/ou depreciar conceitos e conquistas tão caras a sociedade brasileira, como a democracia. Sobre o primeiro, o editorial reproduz uma ideia completamente equivocada de que não há energia suficiente na região para atender a sua população e ao parque industrial. A construção das hidrelétricas no Brasil demonstra que quanto mais próximo uma comunidade esteja da hidrelétrica, menos é a chance dela ser abastecida por esta energia, já que economicamente é “muito oneroso” atender a estas populações. Aliás, não há melhor exemplo disso do que o que ocorreu com a construção da UHE de Tucuruí, também no Pará, que passou a fornecer energia para Manaus a poucos anos e até hoje ainda não fornece energia a diversas comunidades localizadas em sua área de influência direta. E isso não acontece pela falta de potencial da hidrelétrica, mas pela falta de vontade do governo federal em interligar o sistema energético em todo o País e de colocá-lo a serviço da população.
A possível falta de energia em futuro próximo também é uma grande mentira, já que a renovação tecnológica do potencial instalado no Brasil tem um potencial de produção de energia superior aquele previsto para Belo Monte no seu pico de produção, sem o ônus de novos impactos ambientais e sociais.
Outro elemento grave é o tom e os adjetivos que o jornal usa para expressar sua opinião. Termos como a “turma” do contra, inconsequente e intransigente são largamente utilizados para desqualificar os povos originários, as populações camponesas, o movimento social, os intelectuais e as parcelas do próprio Estado que se colocam contra este projeto, além de grandes parcelas do povo Brasileiro e da comunidade internacional.
Por fim, é providencial aos interesses ainda não revelados que envolvem a construção desta usina que a democracia seja entendida como uma ditadura da suposta maioria, que, neste caso, significa uma ditadura instituída pelo Estado que, submisso as grandes empresas, impõe sobre o povo a marginalização, sem consultá-lo nem mesmo nos casos em que a constituição impõe.
 Por estes motivos, temos que concordar com uma ideia apresentada no editorial: “As minorias no Brasil acabam tendo mais direitos do que a maioria do povo”. Pena que ele não consegue perceber o que é minoria e o que é maioria no Brasil.
Adolfo Oliveira Neto
 Professor da Faculdade de Geografia e Cartografia da UFPA
Os exemplos do passado
Quatro décadas se passaram desde a cerimônia inicial para a UHE binacional de Itaipu. Cerca de 40.000 pessoas – na maioria índios Guarani – tiveram que afastar se e ceder seus territórios tradicionais. Milhões de árvores tropicais foram irremediavelmente perdidas. O reservatório da UHE Sobradinho no Rio São Francisco, deslocou mais de 70.000 pessoas. Muitos atingidos pela obra foram expulsos violentamente. Parte das famílias de pequenos agricultores receberam meses depois uma parcela de terreno em área pedregosa e semiárida, sem infraestrutura e não adequada para a economia de subsistência. Longos períodos de seca na região do semiárido baixam o nível de água e resultam em uma queda acentuada na produção de energia. Os colonos nas proximidades da barragem reclamam até agora a falta de água potável. O desmatamento na bacia do Tocantins, antes da inundação da barragem de Tucuruí, foi insuficiente. Em decorrência a biomassa em decomposição liberta quantidades significativas de gases de efeito estufa. A água estagnada e morta é um viveiro de mosquitos e pragas. O habitat de mais de 20.000 pessoas afundou-se na água. Apenas alguns foram indenizados com uma pequena compensação financeira. Muitos títulos de propriedade dos terrenos, que foram oferecidos para compensação, já foram ajudiciados anteriormente. Para a comunidade indígena Parakanã, a deslocalização foi um corte profundo em sua organização social. Pelo menos 5.000 famílias em Mocajuba, Cametá ou Limoeiro ainda não estão conectados à rede de Tucuruí. Os condomínios luxuosos, construídos para engenheiros e técnicos de outros Estados, hoje estão desocupadas e sem uso, enquanto as favelas se estendem.Eletrobrás proclama 18.000 empregos diretos e 80.000 indiretos para a obra de Belo Monte. Na época da construção da linha de transmissão de energia de Tucuruí à Altamira, centenas de vagas foram prometidas também. Inúmeros candidatos a emprego se alinharam na fila pacientemente, e ainda pagaram uma taxa de inscrição, porém não foram admitidos. Os trabalhos mau pagos foram concluídos com índios da Bolívia.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Engenharia Ambiental

A Engenharia ambiental é um ramo da engenharia que estuda os problemas ambientais de forma integrada nas suas dimensões ecológica, social, econômica e tecnológica, com vista a promover o desenvolvimento sustentável.

Segundo a resolução do CONFEA (Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) a Engenharia Ambiental se enquadra no:
  • Grupo: 01 - ENGENHARIA
  • Modalidade: 01 - CIVIL
  • Nível:01 - GRADUAÇÃO
  • Código de curso: 111-01-00
Os títulos atribuídos aos profissionais da Engenharia Ambiental previstos na legislação do CONFEA são:
  • Profissionais do sexo masculino: TÍTULO DE ENGENHEIRO AMBIENTAL abreviação Eng. Amb.
  • Profissionais do sexo feminino: TÍTULO DE ENGENHEIRA AMBIENTAL abreviação Eng. Amb.
A Engenharia Ambiental é um curso novo mas que, devido a desestruturação que tem vindo a ocorrer no meio ambiente, tende a ser uma profissão bastante cotada e principalmente no Brasil, que é um dos países que vem sendo mais afetado devido ao aquecimento global, e por ser um pais com intenso fluxo industrial.O engenheiro ambiental tem como função ajudar em projetos para diminuição do aquecimento global, evitando o envio dos gases ricos em CO2 para a camada de ozônio.Não só essas mas a reestruturação de rios e afluentes, controlar e amenizar a poluição da água, entre inúmeras outras funções, que colocam a engenharia ambiental como a "profissão do futuro".


O curso de Engenharia Ambiental foi criado pela RESOLUÇÃO Nº 447, DE 22 DE SETEMBRO DE 2000 que Dispõe sobre o registro profissional do engenheiro ambiental e discrimina suas atividades profissionais.


Competências do engenheiro ambiental dentre as engenharias
Compete ao engenheiro ambiental o desempenho das atividades 1 a 14 e 18 do art. 1º da Resolução nº 218, de 29 de junho de 1973, referentes à administração, gestão e ordenamento ambientais e ao monitoramento e mitigação de impactos ambientais, seus serviços afins e correlatos.

Atividades previstas para o Engenheiro Ambiental

  • Supervisão, coordenação e orientação técnica;
  • Estudo, planejamento, projeto e especificação;
  • Estudo de viabilidade técnico-econômica;
  • Assistência, assessoria e consultoria;
  • Direção de obra e serviço técnico;
  • Vistoria, perícia, avaliação, arbitramento, laudo e Parecer técnico;
  • Desempenho de cargo e função técnica;
  • Ensino, pesquisa, análise, experimentação, ensaio e divulgação técnica; extensão;
  • Elaboração de orçamento;
  • Padronização, mensuração e controle de qualidade;
  • Execução de obra e serviço técnico;
  • Fiscalização de obra e serviço técnico;
  • Produção técnica e especializada;
  • Condução de trabalho técnico;
  • Execução de desenho técnico.


Atuação do engenheiro ambiental
No Brasil, o Engenheiro Ambiental tem por função resolver problemas concretos de prevenção e remediação (atividade corretiva) diante das ações antrópicas mediante aplicações da tecnologia disponível, pontual e localmente apropriada. De modo geral, tanto no âmbito público como privado, sua atuação deve atender aos objetivos da Política Nacional do Meio Ambiente,[1] em obediência ao Artigo Nº 225 da Constituição Federal. Além disso, deve também atender às preocupações ambientais mais amplas, consideradas em tratados internacionais como exigências relativas ao clima da Terra, entre outros.
São exemplos as determinações das Cartas de Estocolmo (1972), do Rio de Janeiro (ECO-92), a Convenção de Viena (1985), o Protocolo de Montreal (1987), relativo à camada de Ozônio, o Protocolo de Quioto (1997), o Protocolo de Annapolis e a Conferência promovida pela ONU em Bali (2007) quanto às mudanças climáticas.

De modo geral, sua atuação tem em vista condições de contorno ambientais próprias do entorno circundante. Deve também preocupar-se com o efeito abrangente por sobre a extensão territorial afetada - exemplificada pela bacia hidrográfica quanto às águas e, o potencial da emissão atmosférica potencialmente carregada pelos ventos para local distante. Evidentemente também prevenir sobre possibilidade de outros vetores capazes de provocar alterações de natureza diversa.
De outra parte, o planejamento e a antevisão dos impactos ambientais expandem a responsabilidade da análise prospectiva (atividade preventiva) por sobre o "vir a ser" das coisas. E torna-se agente do próprio desenvolvimento econômico em termos da ética vinculada ao progresso e bem estar da coletividade, tal como de modo claro estabelece o Código Ético Profissional em seu primeiro Artigo. E pela competência instituída pela lei (5.194/66) e atribuições pelo CONFEA - Conselho Federal de Engenharia Arquitetura e Agronomia, deverá fixar as exigências técnicas a serem atendidas em relação aos empreendimentos tanto de natureza pública como privada. Por este motivo, o seu mercado de trabalho é bastante heterogêneo e distribuí-se por: administração central, seus serviços descentralizados a nível regional, administração local, empresas indústriais, empresas de consultoria, empresas de serviços, ONGs, instituições de investigação e ensino superior.
Uma das aptidões que devem ser desenvolvidas pelo engenheiro ambiental é a avaliação da duração, magnitude e reversibilidade das alterações causadas pela atividade humana no meio ambiente, independentemente de sua natureza adversa ou benéfica
Matérias Aprendidas na faculdade de Engenharia Ambiental
"De acordo com a Portaria nº 1693, 5 de dezembro de 1994, o Ministério da Educação e do Desporto, as ementas das matérias do curso de engenharia ambiental devem conter os seguintes conteúdos...."
  •  Biologia — Origem da vida e evolução das Espécies. A célula. Funções celulares. Nutrição e respiração. Código genético. Reprodução. Os organismos e as espécies. Fundamentos da microbiologia. Organismos patogênicos e decompositores. Ecologia microbiana.
  •  Geologia — Características físicas da Terra. Minerais e rochas, Intemperismo. Solos. Hidrogeologia. Ambientes geológicos da erosão e deposição. Geodinâmica. Tectônica. Geomorfologia.
  •  Climatologia — Elementos e fatores climáticos. Tipos de classificação de climas.
  •  Hidrologia — Ciclo biológico. Balanço hídrico. Bacias hidrográficas. Escoamento superficial e subterrâneo. Transporte de sedimentos.
  •  Ecologia Geral e Aplicada — Fatores ecológicos. Populações. Comunidade. Ecossistemas. Sucessões ecológicas. Ações antrópicas. Mudanças globais.
  •  Hidráulica — Hidrostática e hidrodinâmica. Escoamento sob pressão. Escoamento em canais. Hidrometria.
  •  Cartografia — Cartografia. Topografia. Fotogrametria. Sensoriamento remoto.
  •  Recursos Naturais — Recursos renováveis e não renováveis. Caracterização e aproveitamento dos recursos naturais.
  •  Poluição Ambiental — Qualidade ambiental. Poluentes e contaminantes. Critérios. Padrões de emissão. Controle.
  •  Impactos Ambientais — Conceituação. Fatores ambientais. Instrumentos de identificação e análise. Os Impactos ambientais. Avaliação de Impactos Ambientais.
  •  Sistemas de Tratamento de Água e de Resíduos — Processos físico-químicos e biológicos do tratamento da água e dos resíduos sólidos, líquidos e gasosos.
  •  Legislação e Direito Ambiental — Evolução do direito ambiental. História da legislação ambiental. Legislação Básica Federal, Estadual e Municipal. Trâmite e práticas legais.
  •  Saúde Ambiental — Conceito de Saúde. Saúde Pública. Ecologia das doenças. Epidemiologia. Saúde ocupacional.
  •  Planejamento Ambiental — Teoria de planejamento. Planejamento no sistema de gestão ambiental.
  •  Sistemas Hidráulicos e Sanitários — Sistema de abastecimento de água. Sistemas de esgotos sanitários. Sistemas de drenagem. Sistemas de coleta, transporte e disposição de resíduos sólidos.
  •  Física E Matemática — os cálculos são fundamentais no curso.Pois antes de tudo ele é um curso de engenharia, o profissional terá que construir projetos,então os essas matérias estão integradas no curso de Engenharia Ambiental.
Áreas de atuação
  • Algumas das áreas de atuação do engenheiro ambiental são:
  •  Análise de riscos ambientais
  •  Auditorias e diagnósticos ambientais
  •  Avaliação de impactos ambientais
  •  Contabilidade ambiental
  •  Controle de qualidade ambiental - sistemas de monitoramento e vigilância
  •  Detecção remota aplicada a ambiente e ordenamento do território
  •  Ecodesign e análise do ciclo de vida
  •  Educação e sensibilização ambiental
  •  Geologia Ambiental
  •  Diagnósticos e Investigações de Passivos Ambientais
  •  Gestão ambiental
  •  Gestão de recursos naturais e conservação da natureza (Meio Urbano, Rural e Costeiro)
  •  Gestão de resíduos sólidos
  •  Licenciamento Ambiental
  •  Modelagem ambiental
  •  Ordenamento do território (uso do solo), planeamento regional e urbano
  •  Planejamento energético e energias renováveis
  •  Poluição da água, poluição atmosférica, poluição do solo e ruído
  •  Redes de saneamento, (tratamento de água e de efluentes)
  •  Emissários submarinos e sub-fluviais
  •  Hidrologia e hidrogeologia
  •  Remediação de Áreas Degradadas
  •  Regulamentação e normalização ambiental
  •  Seguros e ambiente
  •  Sistemas de informação ambiental
  •  Tecnologia/Produção limpa
  •  Tratamento de águas residuárias e de abastecimento
  •  Redução e controle das emissões de material particulado (poluição atmosférica)

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Earth 2100: A Terra em 100 Anos

"Quando uma espécie se prolifera muito mais que as outras, sobrecarrega o sistema de apoio à vida que consequentemente entra em colapso."

Estima-se que o por volta do ano de 2015, atingiremos o ponto sem volta na degradação do planeta e suas consequências. Ou seja, a partir de meados desta década, nada mais que se faça será suficiente para frear os efeitos colaterais de todo estrago feito desde a industrialização. Isso significa que todos os processos que desencadeamos com nosso crescimento e consumo desordenados, não poderão mais ser parados até que cumpram seu ciclo e tudo que nos restará será olhar e esperar pelo período em que as mudanças começarão a surtir efeito. Não sem antes sofrer as consequências das mudanças que não conseguiremos mais impedir.
O documentário Earth 2100, da rede americana ABC mostra como esbanjar recursos naturais não pode ser uma boa idéia para a humanidade. A história é contada em primeira pessoa, como se fosse o relato de uma mulher que nasceu em 2009, contando a história até 2100. Crise do aquecimento global, crise energética,pestes, metrópolis inundadas etc. Todos estes cenários catastróficos são abordados no documentário, que longe de ser alamistra, mostra que em breve pode ser tarde demais para resolvermos estes problemas que podem afetar nossa civilização. Há uma grande crítica política ao "American Way of life", o estilo de vida americano que consome tantos recursos naturais.
Alguns cientistas alertam que as degradações ambientais visita no início do século XXI só irão piorar a ponto de que, até o ano 2100, a civilização moderna entrará em colapso e a humanidade será mergulhado em uma subsistência feudal, nível semelhante ao da Idade das Trevas. Apresentado pelo jornalista Bob Woodruff, este documentário especial da ABC News imagina o que esse mundo cataclísmico sofreria através de animações e entrevistas com renomados cientistas e especialistas.


"To Change Our Future, First We Must Imagine It. Para Mudar Nosso Futuro, Primeiro Temos Que Imaginá-lo."
O documentário explora a pior perspectiva futura se o homem não agir contra os problemas atuais que ameaçam a civilização, como a mudança climática, o crescimento populacional e o mau uso dos recursos energéticos. Os fatos se desenvolvem paralelamente à vida da personagem fictícia, “Lucy”(contada através do uso de imagens e animações), enquanto ela relata como eles afetaram a sua vida. O programa inclui previsões da Terra nos anos de 2015, 2030, 2050, 2085 e 2100, feitas por cientistas, historiadores, antropólogos e economistas, incluindo Jared Diamond, Thomas Homer-Dixon, Peter Gleick, James Howard Kunstler, Heidi Cullen e Joseph Tainter. Segundo o produtor Michael Bicks, “o programa foi criado para mostrar a pior perspectiva para a civilização humana. Porém, não afirmamos que esses fatos irão se concretizar —mas, se falharmos em resolver problemas como a mudança climática, o esgotamento dos recursos e a super-população, é provável que se concretizem”.
Parece inconcebível que a sociedade moderna, o mundo moderno que conhecemos possa ruir. Mas cada sociedade que desapareceu pensava que isso não ocorreria a ela. Como por exemplo o Império Romano, a Civilização Maia, o Império Bizantino, a Civilização da Ilha de Páscoa entre outras tantas. Em seu auge, a civilização Maia tinha mais de 10 milhões de pessoas. Eles tinham astronomia, escrita, artes e etc. Eles eram o equivalente a nós em sua época. Mas cresceram demais e exauriram seus recursos.
O crescimento populacional significa demanda por terra, água e comida; e em consequência, o aumento do desmatamento e da erosão do solo, que acabam por levar ao estado de guerra.
E então o clima mudou de repente e houve uma série de secas longas. Assim, perde-se a floresta, perde-se o solo e se você perde o solo, não pode cultivar nada e se para de chover, então não há o que fazer. O fim dos Maias deve ter sido horrível.
O império Romano por sua vez enfrentou muitos dos problemas que enfrentamos hoje e assim tantos outros. Antigas civilizações perderam a luta, elas colapsaram como resultado da incapacidade de lidar com vários eventos diferentes simultaneamente. Nós não somos diferentes. Por exemplo: O que a civilização da Ilha de Páscoa estava pensando, quando eles derrubaram a última árvore?
O padrão é claro: As civilizações que crescem e consomem demais, destroem seu próprio sistema de suporte à vida e quando os recursos acabam, começam a lutar entre si pelo que restou, então morrem ou partem. A pergunta é: Em nosso caso, para onde iríamos???

"O colapso não acontece do dia para a noite. É o resultado do acúmulo de tensões, uma erosão da força interna da sociedade até que ele se torne uma casca de ovo e basta apenas um último impacto para quebrá-la."


Hora do Planeta

A Hora do Planeta, conhecida globalmente como Earth Hour, é um ato simbólico no qual todos são convidados a mostrar sua preocupação com o aquecimento global. É uma iniciativa global da Rede WWF para enfrentar as mudanças climáticas.

Durante a Hora do Planeta, pessoas, empresas, comunidades e governo são convidados a apagar suas luzes pelo período de uma hora para mostrar seu apoio ao combate ao aquecimento global.



Junte-se a este movimento! Visite o site www.horadoplaneta.org.br e veja como participar!
"A Hora do Planeta é um movimento de todos nós. Ela une cidades, empresas e indivíduos para demonstrar às lideranças mundiais - e, principalmente, para mostrar uns aos outros - que queremos uma solução contra o aquecimento global. É uma oportunidade única para nós, brasileiros, de nos unirmos com a comunidade global em uma única voz para deter as mudanças climáticas." Denise Hamú, secretária-geral do WWF-Brasil

Human Footprint - A Pegada Humana

Documentários National Geographic - A Pegada Humana

Um documentário fascinante que nos mostra o que consumimos e produzimos durante os quase três biliões de segundos que em média passamos na Terra! Sabia que uma pessoa durante a sua vida em média pode comer cerca de 10.800 cenouras, 10.000 barras de chocolate ou derramar lágrimas em quantidade equivalente ao líquido de 121 canecas? Utilizando arte e ciência este fantástico documentário mostra que quantidade de comida e bebida consumimos durante toda a nossa vida, quantas lágrimas choramos, quanto tempo em média gastamos em viagens, em compras, em amor, ou simplesmente desperdiçamos.

O Ponto Sem Volta

Quem foi criança nos anos 1970 ou 1980 muito provavelmente já brincou de Pega Varetas. O jogo, ainda à venda, consiste em deixar cair um punhado de palitos coloridos sobre uma mesa e, depois, coletar todos de uma determinada cor sem mexer nos demais. Mais que sorte, exige uma boa dose de destreza, pois muitas vezes um palito aqui mexe com outro acolá. É exatamente isso que acontece quando uma espécie é extinta na natureza. Mas, neste caso, a mesa é gigantesca e há centenas de milhares de varetas espalhadas.

A imagem lúdica é usada pelo pesquisador da Unicamp Thomas Michael Lewinsohn para ilustrar por que as crescentes perdas de diversidade biológica no planeta colocam em risco nossa própria sobrevivência. Se no jogo de varetas as variáveis que determinam o sucesso dos jogadores se limitam à sua quantidade, tamanho, forma, peso e disposição sobre a mesa, no tabuleiro da Terra as variáveis são infinitamente mais complexas, indo do clima e da geografia à economia e à política.
“O que chamamos de biodiversidade é um conjunto muito rico de organismos que formam sistemas vivos e são essenciais à qualidade e integridade de todo tipo de vida no planeta, inclusive a nossa”, explica o pesquisador, que preside a Associação Brasileira de Ciência Ecológica e Conservação. “Não é simplesmente uma coleção de organismos vivos, mas um grande emaranhado de relações que se mantêm funcionando como sistema. Possui uma capacidade de recuperação grande, mas não ilimitada”, completa.
Comprometer essa capacidade de recuperação, ou resiliência, gera problemas como erosão, perda de capacidade de recarga de aquíferos, eutrofização e muitos outros efeitos difíceis de prever e acompanhar. Isso porque as relações dentro do sistema que mantêm a Terra funcionando tal como a experimentamos hoje não são lineares.
Em todo o mundo, diversos esforços de avaliação e construção de cenários são empreendidos para que se descubra a partir de que ponto nossa interferência nos ecossistemas leva a uma situação irreversível. Os resultados têm mostrado que precisamos mudar urgentemente nossa forma de interagir com o ambiente e utilizar os recursos da biodiversidade, passando a operar dentro dos limites dos ecossistemas. Em 22 de maio, fixado como Dia Internacional da Biodiversidade, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que a perda de espécies está chegando a um ponto sem volta.
Na Suécia, cientistas do Centro de Resiliência de Estocolmo, sob a direção de Johan Rockström, há anos estudam os fatores que influenciam na resiliência dos ecossistemas. Eles acreditam que já têm algumas respostas sobre quais os limiares dos sistemas e processos da Terra que, uma vez cruzados, podem gerar mudanças ambientais que tornariam a vida da nossa espécie bem difícil.
Em um artigo publicado na revista Nature, no ano passado, Rockström e seus colegas mostraram que há pelo menos nove processos que configuram limites para a manutenção das atuais condições de vida no planeta. São eles diminuição da camada de ozônio, acidificação dos oceanos, uso da água doce, mudanças no uso da terra, poluição química, lançamento de aerossóis na atmosfera, mudanças climáticas, perda da biodiversidade, e interferência nos ciclos de nitrogênio e fósforo. Para os três últimos, os pesquisadores acreditam que já queimamos a linha.

Embora a extinção das espécies seja um processo natural, está claro que nossas atividades nos dois últimos séculos aceleraram esse processo. Em seu artigo, Rockström mostra que os registros fósseis para vida marinha, por exemplo, são de até uma extinção por milhão de espécies por ano; para mamíferos o número não chega a uma espécie por milhão/ ano. A atual taxa de extinção de espécies é pelo menos cem vezes maior do que isso, e algumas estimativas chegam a mil. Os pesquisadores de Estocolmo dizem que o limite seguro seria até dez vezes maior do que os registros arqueológicos apontam como taxa natural de extinção das espécies na Terra.
Efeito Rebote
Ainda que a perda de biodiversidade ocorra no nível local e regional, os efeitos podem ser globais, afetando a forma como o planeta funciona. Não se pode considerar a perda de biodiversidade como um dado isolado, ela interage com diversos outros fatores, como o clima e a qualidade da água e do solo. A perda de biodiversidade também pode aumentar a vulnerabilidade dos ecossistemas terrestres e aquáticos às mudanças no clima e na acidez dos oceanos. O prejuízo não é apenas para a natureza selvagem, aquela procurada para descanso e fruição nas férias. Mesmo com todos os avanços de tecnicização e engenharia genética, a agricultura depende vitalmente dos serviços ambientais dos ecossistemas.
Alterações nos sistemas naturais que levam à perda de espécies polinizadoras já provocam prejuízos a algumas culturas. Um exemplo é o estudo desenvolvido com produtores de café pelos pesquisadores brasileiros Paulo de Marco Jr. e Flávia Monteiro Coelho. Eles compararam a floração do café em diferentes tipos de plantio com e sem remanescentes florestais próximos. Os resultados, publicados em 2004 na revista Biodiversity and Conservation, mostram que as plantações próximas de fragmentos florestais tiveram um aumento de 14,6% na produção de flores, independente da técnica de plantio. A diferença de produtividade pode ser relacionada com os serviços de polinização prestados por insetos das matas próximas.
O pequeno krill é outro exemplo dessa complexa rede de relações ecológicas e seus impactos econômicos. Como o crustáceo é fonte direta de alimento para várias espécies marinhas, desde moluscos e peixes até aves e mamíferos, sua extinção afetaria até mesmo o turismo de observação de baleias no litoral baiano, que só no ano passado recebeu mais de 3 mil visitantes. Pesquisas na Antártida apontam que ele está ameaçado pela pesca excessiva e pela mudança de temperatura no oceano austral.

Se as populações de krill diminuírem drasticamente, é possível que no futuro os observadores de baleias saiam decepcionados de suas excursões – um mercado global que anualmente cresce 11% e movimenta mais de US$ 1,5 bilhão, segundo dados do Instituto Baleia Jubarte. Sem o alimento que várias espécies buscam nas águas geladas do oceano austral, muitas poderão não ter energia suficiente para se reproduzirem nas águas quentes do Atlântico.
Paulo Gustavo Prado, diretor de Política Ambiental da Conservação Internacional, afirma que há tempos a perda de biodiversidade afeta diretamente nossa qualidade de vida. Os surtos de hantavirose em Brasília são um exemplo claro. A expansão urbana sobre o Cerrado no Distrito Federal leva à perda de habitat e traz ratos de espécies selvagens para áreas residenciais. A maior incidência de doenças tropicais como malária e febre amarela também são um efeito bem conhecido do desmatamento. É o que aconteceu no garimpo de Bom Futuro, em Rondônia, que gerou uma epidemia de malária em 1991.

Prado não tem dúvidas de que já provocamos danos irreversíveis à biodiversidade. “O caso mais notório e simples de constatar é o dos ursos polares, que por derretimento do gelo no Polo Norte estão ficando sem habitat.” A Convenção sobre Diversidade Biológica (CBD) adiciona mais três pressões diretas sobre biodiversidade, além da perda de habitats e das mudanças climáticas citadas nos exemplos do ambientalista: poluição e invasão de espécies exóticas e superexploração de recursos como a pesca com redes de arrasto e nos períodos de desova.
O Tamanho do Problema
Por conta das pressões apontadas pela CBD, estima-se que um quarto das espécies de plantas e mamíferos existentes no mundo estão ameaçadas de extinção. Para aves, as estimativas estão em torno 37%; para insetos, o número chega a 75%. Apesar dos esforços para conservação feitos no mundo todo, a terceira edição do relatório GBO-3, lançado no início de maio pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), alerta que as perdas de biodiversidade e de habitats tendem a se agravar severamente ao longo do século XXI.
Os dados compilados no GBO-3 mostram cenários preocupantes. A tendência é que as florestas tropicais seguirão sendo convertidas em lavouras e pastagens e a sobrepesca continuará causando estragos nos ecossistemas marinhos, com drástica redução nos cardumes.
As mudanças de temperatura, as espécies invasoras, a poluição e a construção de barragens aumentarão a pressão sobre as espécies de água doce. Sem falar nos frágeis recifes de corais, ameaçados tanto pelo aquecimento das águas quanto pela acidificação e pela poluição nos mares.

As mudanças climáticas também provocarão mais estragos sobre a biodiversidade, alterando a distribuição geográfica de espécies e as características da vegetação de vários lugares, como a Amazônia. A forma e a escala que essas alterações poderão tomar são imprevisíveis. Um dos efeitos esperados é a migração de espécies marinhas das regiões tropicais para águas mais frias, o que diminuiria a biodiversidade nos ocea-nos tropicais e impactaria diretamente a indústria da pesca.
A contaminação por nitratos e fosfatos oriundos da agricultura e de esgotos, uma das linhas que queimamos, segundo os pesquisadores de Estocolmo, ameaça cobrir rios e lagos de algas por muitos anos. A eutrofização causada pelo excesso de algas diminui o oxigênio dissolvido na água e acaba com grande parte da fauna aquática.
Avaliadas sob o ponto de vista dos serviços ambientais prestados pelos ecossistemas, as perdas atuais, resultantes de desmatamento e degradação florestal, significam prejuízos entre US$ 2 trilhões e US$ 4,5 trilhões por ano. Um quadro que poderia ser revertido com investimentos anuais de US$ 45 bilhões em conservação e restauração de áreas degradadas, de acordo com o GBO-3.
Lacunas de Conhecimento
Se os dados sobre o que já perdemos de espécies são alarmantes, pensar em tudo que ainda falta conhecer sobre a vida no planeta aciona outro alerta: o cenário pode ser ainda mais dramático. Há uma grande imprecisão nas estimativas sobre o número de espécies que coabitam a Terra conosco. Mesmo com técnicas cada vez mais sofisticadas de coleta, identificação e análise, a tarefa de mapear todas as formas de vida do planeta é digna de Hércules.
Os dados existentes são mais precisos para os grupos mais bem estudados ao longo do tempo, como as plantas superiores e vertebrados terrestres. Árvores, mamíferos, aves, répteis de grande porte estão nesse patamar. Quando se fala em risco de extinção de um quarto das espécies vivas de mamíferos atualmente, o dado está num cenário em que mais de 98% das espécies foram avaliadas. E, ainda assim, há novidades para se descobrir. A biologia molecular está contribuindo para refinar a classificação das espécies, mostrando diferenças invisíveis até então, um tipo de avanço que permitiu descrever uma nova espécie de elefante na África em 2001.
Mas a história é outra quando se olha para invertebrados, micro-organismos e organismos inferiores. Os dados que apontam risco de extinção de três quartos das espécies de insetos são baseados na avaliação de menos de 0,1% do total de espécies. No que diz respeito a artrópodes, os números variam na ordem de milhões: podem existir entre 2 milhões e 30 milhões de espécies no mundo.
Isso se deve tanto às dificuldades de coleta quanto de classificação e identificação. Bactérias, fungos e algas, para os quais o próprio conceito de espécie que temos atualmente não se encaixa perfeitamente, podem chegar a 100 milhões circulando por aí.

Na opinião de Thomas Lewinsohn, se houvesse dez vezes mais pessoas trabalhando com esse tipo de pesquisa, ainda assim não se daria conta do serviço neste século. “Calcula-se que as espécies de besouros passam de 1 milhão. Se este número estiver correto, faltaria identificar pelo menos 700 mil. No ritmo atual, levaríamos 650 anos pra terminar o estudo”, aponta o ecólogo.

No Brasil, que abriga em torno de 15% do total da diversidade biológica do planeta, o conhecimento é fragmentado e incompleto. Não temos uma biblioteca de referência eficiente sobre o tema e boa parte das coleções taxonômicas de nossa biota está espalhada pela Europa e os Estados Unidos. As coleções nacionais limitam-se às regiões mais desenvolvidas, povoadas ou de fácil acesso, e o recente incêndio no Butantan mostra como são vulneráveis. Para completar, temos pouquíssimos especialistas em taxonomia, a difícil arte de identificar uma espécie.

A boa notícia é que a produção de conhecimento vem aumentando. Dados da Avaliação do Estado do Conhecimento da Biodiversidade Brasileira, encomendada pelo MMA e publicada em 2005, indicam que a cada ano 700 novas espécies animais são identificadas. O mesmo está acontecendo com as plantas. Segundo Gustavo Martinelli, pesquisador do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, a cada dois dias é descrita uma nova planta no Brasil. Martinelli, que coordena o ponto focal do Brasil na CBD, comemorou em maio o cumprimento de uma das metas da Convenção, com o lançamento da lista atualizada de espécies da flora brasileira conhecida. A última datava de 1916.

Saiba Mais
O que é a CDB
A Convenção sobre Diversidade Biológica foi assinada por 156 países durante a Rio-92 e entrou em vigor no final de 1993.  Tem por objetivo discutir e implementar medidas para a conservação, o uso sustentável da diversidade biológica e a distribuição justa dos benefícios decorrentes da utilização dos recursos genéticos. Para isso, estabeleceu 11 metas que deveriam ser atingidas até 2010.
O que é GBO -3
Global Biodiversity Outlook, em português, Panorama Global da Biodiversidade. Trata-se do terceiro relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente sobre o estado da biodiversidade no mundo. Traz a avaliação de cada uma das 11 metas da CDB, bem como de suas submetas. Segundo o relatório, nenhuma das 21 submetas foi plenamente atingida globalmente e em apenas quatro se constataram progressos significativos.
Fonte: O ponto sem volta - Gisele Neuls - Mercado Ético.