sábado, 12 de novembro de 2011

A Crise da Água


Alguém já disse que uma das aventuras mais fascinantes é acompanhar o ciclo das águas na Natureza. Suas reservas no planeta são constantes, mas isso não é motivo para desperdiçá-la ou mesmo poluí-la. A água que usamos para os mais variados fins é sempre a mesma, ou seja, ela é responsável pelo funcionamento da grande máquina que é a vida na Terra; sendo tudo isto movido pela energia solar.
Vista do espaço, a Terra parece o Planeta Água, pois esta cobre 75% da superfície terrestre, formando os oceanos, rios, lagos etc. No entanto, somente uma pequenina parte dessa água - da ordem de 113 trilhões de m3 - está à disposição da vida na Terra. Apesar de parecer um número muito grande, a Terra corre o risco de não mais dispor de água limpa, o que em última análise significa que a grande máquina viva pode parar.




A poluição da água indica que um ou mais de seus usos foram prejudicados, podendo atingir o homem de forma direta, pois ela é usada por este para ser bebida, para tomar banho, para lavar roupas e utensílios e, principalmente, para sua alimentação e dos animais domésticos. Além disso, abastece nossas cidades, sendo também utilizada nas indústrias e na irrigação de plantações. Por isso, a água deve ter aspecto limpo, pureza de gosto e estar isenta de microorganismos patogênicos, o que é conseguido através do seu tratamento, desde da retirada dos rios até a chegada nas residências urbanas ou rurais. 


Sobre a contaminação agrícola temos, no primeiro caso, os resíduos do uso de agrotóxicos (comum na agropecuária), que provêm de uma prática muitas vezes desnecessária ou intensiva nos campos, enviando grandes quantidades de substâncias tóxicas para os rios através das chuvas, o mesmo ocorrendo com a eliminação do esterco de animais criados em pastagens. No segundo caso, há o uso de adubos, muitas vezes exagerado, que acabam por ser carregados pelas chuvas aos rios locais, acarretando o aumento de nutrientes nestes pontos; isso propicia a ocorrência de uma explosão de bactérias decompositoras que consomem oxigênio, contribuindo ainda para diminuir a concentração do mesmo na água, produzindo sulfeto de hidrogênio, um gás de cheiro muito forte que, em grandes quantidades, é tóxico. Isso também afetaria as formas superiores de vida animal e vegetal, que utilizam o oxigênio na respiração, além das bactérias aeróbicas, que seriam impedidas de decompor a matéria orgânica sem deixar odores nocivos através do consumo de oxigênio.
Os resíduos gerados pelas indústrias, cidades e atividades agrícolas são sólidos ou líquidos, tendo um potencial de poluição muito grande. Os resíduos gerados pelas cidades, como lixo, entulhos e produtos tóxicos são carreados para os rios com a ajuda das chuvas. Os resíduos líquidos carregam poluentes orgânicos (que são mais fáceis de ser controlados do que os inorgânicos, quando em pequena quantidade). As indústrias produzem grande quantidade de resíduos em seus processos, sendo uma parte retida pelas instalações de tratamento da própria indústria, que retêm tanto resíduos sólidos quanto líquidos, e a outra parte despejada no ambiente. No processo de tratamento dos resíduos também é produzido outro resíduo chamado "chorume", líquido que precisa novamente de tratamento e controle. As cidades podem ser ainda poluídas pelas enxurradas, pelo lixo e pelo esgoto.


Enfim, a poluição das águas pode aparecer de vários modos, incluindo a poluição térmica, que é a descarga de efluentes a altas temperaturas, poluição física, que é a descarga de material em suspensão, poluição biológica, que é a descarga de bactérias patogênicas e vírus, e poluição química, que pode ocorrer por deficiência de oxigênio, toxidez e eutrofização .


A poluição de águas nos países ricos é resultado da maneira como a sociedade consumista está organizada para produzir e desfrutar de sua riqueza, progresso material e bem-estar. Já nos países pobres, a poluição é resultado da pobreza e da ausência de educação de seus habitantes, que, assim, não têm base para exigir os seus direitos de cidadãos, o que só tende a prejudicá-los, pois esta omissão na reivindicação de seus direitos leva à impunidade às indústrias, que poluem cada vez mais, e aos governantes, que também se aproveitam da ausência da educação do povo e, em geral, fecham os olhos para a questão, como se tal poluição não atingisse também a eles. A Educação Ambiental vem justamente resgatar a cidadania para que o povo tome consciência da necessidade da preservação do meio ambiente, que influi diretamente na manutenção da sua qualidade de vida.
Dentro desse contexto, uma grande parcela da contenção da "saúde das águas" cabe a nós, brasileiros, pois se a Terra parece o Planeta Água, o Brasil poderia ser considerado sua capital, já que é dotado de uma extensa rede de rios, e privilegiado por um clima excepcional, que assegura chuvas abundantes e regulares em quase todo seu território.


O Brasil dispõe de 12% de toda a água doce existente no mundo, ou seja, dos 113 trilhões de m3 disponíveis para a vida terrestre.
A distribuição espacial dos recursos hídricos brasileiros não coincide com as demandas da população. A região Norte, com apenas 7% da população brasileira, reúne 68% da água doce do país na bacia amazônica. O Nordeste, com 29% da população tem apenas 3% da água doce. No Sudeste, a situação é ainda pior: 43% da população e menos de 6% da água doce de superfície.

Em algumas regiões metropolitanas, o problema é agravado pela poluição industrial e urbana das águas. Também nos pólos agroindustriais, a poluição dos recursos hídricos tem sido significativa.

Não podemos nos esquecer ainda do semi-árido brasileiro, bastante afetado pela distribuição hídrica, onde os índices pluviométricos não ultrapassam os 800 milímetros anuais e, onde vivem mais de 19 milhões de pessoas e se concentra o maior contingentes de pobres do território nacional.

O território nacional encontra-se dividido em 12 Regiões Hidrográficas:





Quanto melhor é a água de um rio, ou seja, quanto mais esforços forem feitos no sentido de que ela seja preservada (tendo como instrumento principal de conscientização da população a Educação Ambiental), melhor e mais barato será o tratamento desta e, com isso, a população só terá a ganhar. Mas parece que a preocupação dos técnicos em geral é sofisticar cada vez mais os tratamentos de água, ao invés de se aterem mais à preservação dos mananciais, de onde é retirada água pura. Este é o raciocínio - mais irracional - de que a técnica pode fazer tudo. Técnicas sofisticadíssimas estão sendo desenvolvidas para permitir a reutilização da água no abastecimento público, não percebendo que a ingestão de um líquido tratado com tal grau de sofisticação pode ser tudo, menos o alimento vital do qual o ser humano necessita. Ou seja, de que adianta o progresso se não há qualidade de vida? A única medida mitigadora possível para este problema, na situação grave em que o consumo da água se encontra, foi misturar e fornecer à população uma água de boa procedência com outra de procedência pior, cuidadosamente tratada e controlada. Vejam a que ponto tivemos que chegar.
Portanto, a meta imediata é preservar os poucos mananciais intactos que ainda restam para que o homem possa dispor de um reservatório de água potável para que possa sobreviver nos próximos milênios.

Talvez se surpreenda ao saber que a indústria, embora responsável por alguma poluição, não é considerada a maior culpada. É relativamente fácil legislar de modo a que a indústria seja forçada a reduzir os consumos de água, a melhorar a eficiência e a reduzir a poluição. Os maiores problemas são causados pelo uso de fertilizantes, adubos, pesticidas e biocidas na agricultura intensiva, e pelos vazamentos para o subsolo de tanques usados para a armazenagem de óleos para aquecimento. Como a água entra em contacto com essas substâncias, leva-as para os rios e, daí, para o mar. Os nutrientes, principalmente provenientes de fertilizantes e escoamento da agricultura (adubos de animais), também são poluentes. Além disso, quando as algas se decompõem eles usam todo o oxigênio da água. Como resultado, os peixes começam a morrer e as plantas sufocam. Grandes quantidades de algas no mar também tornam as praias desagradáveis para os turistas. Nos últimos anos tem sido esse o principal problema para os países do Mediterrâneo.




O oceano Pacífico cobre metade do globo - uma área de tamanho suficiente para conter todos os continentes. De fato, 75% do mundo coberto por água; embora chamemos ao nosso planeta "Terra", talvez devêssemos, na realidade, chamá -lo de "água"! A maioria da água presente na Terra salgada. Somente 3% água doce e parte dela encontra-se nas montanhas e nos icebergs. A água essencial para a sobrevivência dos seres vivos, mas há uma quantidade relativamente pequena a ser dividida entre todos, o que a torna muito preciosa. Precisamos de dar maior atenção a esse recurso tão valioso. Cuidar da nossa água foi sempre o aspecto mais importante da política ambiental da União Européia.


Mesmo assim, durante milênios a água foi considerada um recurso infinito.
A generosidade da natureza fazia crer em inesgotáveis mananciais, abundantes e renováveis. Hoje, o mau uso, aliado à crescente demanda pelo recurso, vem preocupando especialistas e autoridades no assunto, pelo evidente decréscimo da disponibilidade de água limpa em todo o planeta.
Recurso natural de valor econômico, estratégico e social, essencial à existência e bem estar do homem e à manutenção dos ecossistemas do planeta, a água é um bem comum a toda a humanidade.




Um processo natural chamado o ciclo da água une todas as águas de nosso planeta.


A quantidade de água existente na Terra é imutável no tempo, se considerada em conjunto.
Ela varia nas diversas porções em que se apresenta, quer constituindo os oceanos, mares, rios e lagos, quer os lençóis subterrâneos e o vapor da atmosfera.
Essa variação resulta de sua passagem de um para outro manancial, devido sua mobilidade e facilidade com que muda de estado físico, nas condições naturais de calor. Este movimento perene da água é conhecido como ciclo do hidrogênio.
O ciclo hidrológico, é o caminhamento da água do oceano passando por diversas fases e retornando novamente ao oceano.
No ciclo hidrológico distinguimos as seguintes fases:
1. Evaporação: na superfície das águas no solo pela transpiração dos
vegetais
2. Precipitação
3. Escoamento superficial
4. Infiltração




Você sabia que...

  • Há 2.000 anos, a população mundial correspondia a 3% da população atual, enquanto a disponibilidade de água permanece a mesma?
  • A partir de 1950 o consumo de água, em todo o mundo, triplicou?
  • O consumo médio de água, por habitante, foi ampliado em cerca de 50%?
  • Para cada 1.000 litros de água utilizada pelo homem resultam 10.000 litros de água poluída (ONU, 1993)?
  • No Brasil, mais de 90% dos esgotos domésticos e cerca de 70% dos efluentes industriais não tratados são lançados nos corpos d'água?
  • O ser humano pode passar até 28 dias sem comer. Mas apenas 3 dias sem água?

Você sabia que.... Nesse pinga-pinga...


  • Gotejando, uma torneira chega a um desperdício de 46 litros por dia. Isto é, 1.380 litros por mês. Ou seja, mais de um metro cúbico por mês - O que significa uma conta mais alta?
  • Um filete de mais ou menos 2 milímetros totaliza 4.140 litros num mês?
  • E um filete de 4 milímetros, 13.260 litros por mês de desperdício?
  • Um buraco de 2 milímetros no encanamento pode causar um desperdício de 3.200 litros por dia, isto é, mais de treis caixas d'água?


Aos políticos podemos dizer:
  • Institua o maior número possível de conselhos comunitários, de saúde, de educação, de alimentação escolar, de segurança, da criança, do jovem, da terceira idade. E ouça o povo por meio dos conselhos. Permita a participação, governe com a comunidade.
  • De treinamento aos participantes dos conselhos para o exercício da cidadania.
  • Promova campanhas, valorize as iniciativas da comunidade, permita que todos sejam úteis.
  • Institua prêmios para bons projetos.
  • Tenha objetivos claros que reflitam as necessidades da comunidade, use a sua força política para apoiar projetos da comunidade.
  • Façam leis necessárias a todos e não apenas para um restrito grupo de interesses.
  • Faça uma administração transparente, preste contas, mostre que está interessado no crescimento da sociedade.
  • Faça um plano de governo em conjunto com a sociedade.


Para a comunidade podemos dizer:
  • Participe de tudo: do conselho de escola, da associação de pais e mestres, dos conselhos comunitários, do seu sindicato das associações beneficentes, da sua igreja, participe até do seu condomínio.
  • Organize festas, comemore todos os fatos, invente uma coisa para todos participarem, use a criatividade.
  • Seja voluntário numa associação. Isso pode representar um futuro emprego ou, no mínimo, experiência profissional tão exigida no mundo do trabalho. Isso pode significar que você vai poder mostrar o que sabe fazer. Pode ser que alguém o descubra.


Para as ONGs podemos dizer:
  • Reúna a sua equipe, o seu time, faça o seu projeto.
  • Valorize uma equipe multidisciplinar, encontre pessoas com habilidade para mobilização.
  • Monte um setor de voluntários e ajude a profissionalizar os nossos jovens.
  • Profissionalize a sua Instituição, tenha bons gerentes de projetos, faça captação de recursos, remunere os participantes.
  • Busque parcerias. Um bom projeto é aquele que envolve o poder público, a iniciativa privada e a sociedade.
  • Faça projetos de sucesso, que tenham público e lembre-se que o se primeiro parceiro é o público do seu projeto.


A todos podemos dizer:
  • Tenham projetos, façam projetos, divulguem seus projetos, vendam seus projetos, participe com o que você sabe fazer. Isso pode significar lucro, emprego e bons parceiros na construção da sociedade.
  • Esperamos ter criado em todos a esperança de que é possível mobilizar a comunidade para projetos que elas escolham e dos quais ela participa.
  • Cuidem da educação das nossas escolas. Fiscalizem a aplicação dos recursos da educação, façam uma escola de qualidade, valorizem os professores. Na educação estão todas as nossas esperanças de formar um cidadão e a sociedade que merecemos.
  • Encontremos juntos alternativas para os nossos jovens, para a eliminação da violência, para o desemprego, para o meio ambiente, enfim, para a vida numa sociedade democrática e participativa.

Nós precisamos dela!!
  • A água potável é necessária à vida, à saúde e à sobrevivência.
  • A água nutre as plantas, serve de habitat aos peixes e aos organismos aquáticos e torna possível a agricultura.
  • É indispensável para as indústrias. Os rios e lagos permitem o transporte e as atividades de lazer.
  • A humanidade tem se iludido, pensando que a escassez de água é resultado de problemas temporários de distribuição.
  • A ilusão da abundância tem mascarado a realidade de que a água de boa qualidade está cada dia mais escassa.




A redescoberta do Aqüífero Guarani:
O megarreservatório hídrico subterrâneo da América do Sul não é o "mar de água doce" que se pensava existir. Novos estudos sobre sua diversidade geológica revelam que, em espaços de algumas centenas de quilômetros, sua potencialidade pode variar drasticamente. Enquanto algumas áreas são excelentes, em outras a água é inacessível, escassa ou não-potável.


FAÇA A SUA PARTE!!!!!!

Efluente de Cervejaria para Geração de Eletricidade

Um projeto de cooperação entre a University of Queensland (UQ) e a cervejaria Forster’s recebeu $140.000 dólares do Fundo de Inovação em Energia Sustentável do governo de Queensland. A pesquisa: “geração de eletricidade a partir do efluente gerado na produção de cervejas”. A geração é feita através de células de combustível microbianas (MFC - Microbial Fuel Cells) que se alimentam de forma contínua dos compostos orgânicos presentes na água residuária, convertendo-os em watts. O processo também gera água e dióxido de carbono. De maneira sucinta, as bactérias presentes nesta célula utilizam um eletrodo - o ânodo - como aceptor de elétrons durante a oxidação de seu doador de elétrons, ou seja, o efluente. Os elétrons são guiados por um circuito elétrico a um segundo eletrodo - o cátodo - onde um aceptor de elétrons é reduzido sob potencial elevado. Dessa forma, eletricidade é gerada.


De acordo com o diretor do Advanced Water Management Centre (AWMC) da UQ, Professor Jurg Keller, “o gerenciamento de efluentes não se foca mais em apenas tratar a água residuária mas em gerar ou recuperar algum produto com valor como a água, energia e nutrientes. Além disso, o suprimento de água e de energia estão entre os maiores desafios que iremos enfrentar nas próximas décadas. Desse modo, devemos aprender a como diversificar nosso portfólio de combustíveis e a reduzir nosso uso de água.”

    O time de pesquisadores trabalha em colaboração com a University of Ghent, Bélgica, e recebe um suporte de $1,3 milhões de dólares do Australian Research Council Discovery, além do suporte financeiro da Foster’s, que tem sido reconhecida por seus programas inovadores na redução do consumo de água e aumento da reciclagem.

    Uma patente para a tecnologia ainda está pendente. A tecnologia desenvolvida é para aplicação em pequenas e médias operações e poderia ser utilizada por diversas indústrias como a de alimentos, bebidas e manufatureiras. Os pesquisadores estão animados com o progresso alcançado com o protótipo de 10 litros e já planejam a instalação de um modelo em escala piloto cuja operação coincidirá com a conferência internacional de bio-energia que será realizada na Universidade.
[Fonte: The University of Queensland e http://ecotecnologia.wordpress.com]

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O Tecnólogo em Gestão Ambiental e Coisas que Você Devia Saber....

  • Conselho Profissional
O Tecnólogo em Gestão Ambiental, ao contrário do que muitos pensam, tem sim um conselho profissional. Este conselho é o CRQ - Conselho Regional de Química!!
Sim, a nossa profissão tem direito a tirar o CRQ, vejam a página do CRQ do Rio de Janeiro na parte de profissões http://www.crq3.org.br/formacoes ! Eu mesma tirei o meu, sem nenhum problema. E caso você já seja formado, mas ainda não tenha o diploma, com uma declaração da sua universidade você tira o provisório.
Quanto ao CREA, que é almejado por muita gente, existe um processo de regulamentação da profissão junto ao CREA, porém está longe de ser resolvido. Há uma grande discussão em torno do assunto, pois os dois lados não se entendem. Ao passo que o CREA faz exigências, segundo alguns, ridículas para regulamentar a profissão, outros dizem também que "eles não nos querem lá"... Então, meu conselho é o seguinte: Tire o CRQ e não espere pelo CREA, se o CREA um dia estiver disponível para nós, aí você se preocupa com ele.


  • Cadastro IBAMA
Você que é formado em Tecnologia em Gestão Ambiental ou em qualquer outra área ambiental, deveria fazer o Cadastro Técnico Federal do IBAMA. Você faz pelo próprio site do IBAMA http://www.ibama.gov.br/cadastro/defesa_cadastro_pf.htm . Depois você imprime o certificado de regularidade do cadastro técnico federal.
O que é ?
Atividades e Instrumento de Defesa Ambiental
Identificação, com caráter obrigatório, de pessoas físicas e jurídicas que se dediquem à consultoria técnica sobre problemas ecológicos e ambientais e à indústria e comércio de equipamentos, aparelhos e instrumentos destinados ao controle de atividades efetivas ou potencialmente poluidoras. Legislação: Lei nº 6.938 de 31 de agosto de 1981; Lei nº 7.804 de 18 de julho de 1989; Lei nº 10.165 de 27 de dezembro de 2000; Resolução CONAMA nº 001 de 16 março de 1988; Instrução Normativa - IN nº 010 de 29 de agosto de 2001 ( Anexo I);.
Pra que serve?
Os órgãos ambientais somente aceitarão, para fins de análise, projetos técnicos de controle da poluição ou estudos de impacto ambiental, cujos elaborados sejam profissionais, empresas ou sociedade civis regularmente registradas no presente cadastro.


  • Regulamentação da Profissão
Como todos devem saber, os Tecnólogos de todas as áreas, ainda lutam pela regulamentação da profissão de tecnólogo. Em se tratando da Gestão Ambiental não é diferente. Existe o Projeto Lei 2245/2007  que regulamenta a profissão de tecnólogo e dá outras providências. O projeto encontra-se tramitando no Congresso para aprovação. Espera-se acabar ou diminuir a discriminação em relação ao tecnólogo. Deixando claro que o projeto não contempla a criação de Conselhos Profissionais de Tecnólogos, pois a criação destas entidades, exige lei específica para sua concepção. Existe também  o Projeto Lei 5825/09 de autoria do ex deputado federal Renato Amary, que obriga as empresas constantes no cadastro nacional do IBAMA como potencialmente poluidoras a contratarem um profissional graduado ou pós-graduado em curso que lhe permita atuar em gestão ambiental. Esse projeto ainda está tramitando no Congresso Nacional. O Projeto de Lei 508/07, de autoria do deputado Luiz Eduardo Cheida, que obriga empresas potencialmente poluidoras a contratarem um responsável técnico em meio ambiente, foi modelo para o Projeto de Lei 5825/2009, ora em tramitação na Câmara Federal. A informação é de Léo Urbini, presidente da Associação Nacional de Gestores Ambientais (Anagea), com sede em São Paulo.
E exite ainda,  PL de Regulamentação da Profissão dos Gestores Ambientais. O PL, já protocolado, quando aprovado, trará luz ao profissional de GAs, possibilitando os mesmos a finalmente exercerem suas funções que lhe são por direito.
Tenha Acesso na íntegra:

PL 2245/2007 ; PL Gestor Ambiental para download .


  • ANAGEA - Associação Nacional dos Gestores Ambientais
A ANAGEA tem a missão de: Promover, congregar e representar os Gestores Ambientais de todo o território nacional. Fundada em 16 de fevereiro de 2008, na capital do estado de São Paulo, contando com a presença de graduandos e graduados em Gestão Ambiental de várias partes do Estado e com apoio de gestores de outros estados do país, a ANAGEA nasce devido à ausência de representação da classe frente às discussões relacionadas ao reconhecimento, regulamentação profissional e inserção no mercado de trabalho.
A ANAGEA também atua junto à sociedade, isenta do vínculo político-partidário, compartilhando o conhecimento de seus profissionais nas questões ambientais, cumprindo assim com suas responsabilidades ideológicas intrínsecas a profissão.

  • Classificação da Profissão de Tecnólogo em Gestão Ambiental
Nossa profissão foi classificada pelo Ministério do Trabalho e Emprego na  CBO - de Classificação Brasileira Ocupações,  como: 214 ENGENHEIROS, ARQUITETOS E AFINS - 2140 Engenheiros ambientais e afins - Tecnólogo em gestão ambiental 2140-10.


Verifique: Classificação Brasileira de Ocupações .


  • Faixa Salarial
Como a profissão de Tecnólogo em Gestão Ambiental ainda não é regulamentada, bem como a profissão de tecnólogo em si, não existe um teto salarial da categoria. Ou seja, não existe mínimo e máximo estipulado por lei.
Mas existe um concesso, e este concesso é de que a faixa salarial do Tecnólogo em Gestão Ambiental recém formado fica entre R$ 1.500,00 à R$ 2.500,00. E um gestor experiente pode chegar à R$ 8.000,00.


O que é Ser um Gestor Ambiental?

O gestor ambiental é o profissional que trabalha com a elaboração de projetos de gestão ambiental que visem a preservação do meio ambiente aliada ao progresso, ou seja, é considerado um administrador do meio ambiente. O profissional promove o desenvolvimento sustentável, projetando a exploração natural por meio de técnicas não poluentes, analisa as condições da região e coordena sua ocupação, tentando ao máximo diminuir os efeitos da poluição e da presença humana. O gestor ambiental também pode participar de projetos de tratamento de dejetos industriais, de armazenamento e de reciclagem do lixo, além de planejar a drenagem da água da chuva. Em lugares já degradados, esse profissional tem o objetivo de tentar recuperar o meio ambiente, e trabalhar junto a educação e conscientização da população.




Ø Principais atividades de um gestor ambiental:

ü         Elaborar, implementar e manter projetos de gestão ambiental;

ü         Aprimorar os sistemas de gestão e administração ambiental já existentes;

ü         Analisar a região e planejar sua ocupação de modo a preservar o meio ambiente;

ü         Elaborar produtos ou serviços ambientalmente compatíveis a realidade da região;

ü         Elaborar o aproveitamento das matérias-primas;

ü         Promover o desenvolvimento sustentável de uma região, planejando a exploração natural de modo a não comprometer o meio ambiente;

ü         Elaborar projetos de tratamento e eliminação de dejetos industriais;

ü         Elaborar a eliminação de dejetos sólidos;

ü         Trabalhar com o armazenamento do lixo e com técnicas de tratamento;

ü         Trabalhar com a reciclagem e processos de reaproveitamento de materiais;

ü         Realizar a medição e a avaliação dos resultados dos projetos implementados;

ü         Elaborar projetos de recuperação e manutenção de áreas degradadas;

ü         Elaborar projetos de drenagem da água da chuva;

ü         Trabalhar com a educação ambiental e com a conscientização da população nesse sentido;

ü         Incentivar o investimento no setor ambiental;

ü         Desenvolver projetos que promovam a sustentabilidade.


Ø Áreas de atuação e especialidades:

ü         Educação: trabalhando com a educação e conscientização da população em escolas e comunidades, mostrando para a sociedade que o desenvolvimento pode ser aliado à preservação da natureza. A sustentabilidade de economia é imprescindível para que os processos de extração naturais continuem.

ü         Extração natural: trabalha junto a processos de retirada de recursos naturais, implantando projetos e técnicas que visem à preservação ambiental e utilizem a matéria-prima da maneira mais consciente possível. Nesse setor, pode trabalhar com empresas públicas ou privadas, promovendo sempre a sustentabilidade das atividades exercidas.

ü         Projetos de gestão e ocupação: trabalha com a análise de uma região e com a elaboração de projetos de ocupação na tentativa de reduzir os danos ambientais.

ü         Fiscalização: trabalha na fiscalização do cumprimento das normas ambientais, e na manutenção de projetos de administração ambiental existentes.

ü         Reversão de danos: trabalha em projetos de reversão dos danos causados e de revitalização do meio ambiente, como despoluição de rios e solos, etc.

ü         Obras: trabalha no acompanhamento de grandes obras o no planejamento de projetos de diminuição dos danos causados por elas, estabelecendo o local mais adequado e as técnicas que devem ser utilizadas. Esses projetos podem ser de ordem pública ou privada, como por exemplo: projetos de construção de hidrelétricas, de transposição de rios, de construção de indústrias, de sistemas de drenagem e irrigação, entre outros.


Ø Mercado de trabalho:

O mercado de trabalho para o profissional dessa área é amplo, principalmente agora, com a preocupação ambiental em primeiro plano, pois a humanidade está tomando a consciência de que a sobrevivência depende de cuidados tomados em relação a isso. Apesar de tudo, o setor ainda deveria ser mais incentivado, pois ainda há muito que fazer nesse sentido. Empresas públicas e privadas investem em projetos de gestão ambiental e de preservação natural, embora ainda não seja o bastante. Os profissionais dessa área são muito requisitados, tanto no setor privado quanto no setor público. ONGS (Organizações não governamentais) ligadas ao meio ambiente também empregam profissionais da área.


Ø Curso Superior de Tecnologia em Gestão Ambiental:

O Curso Superior de Tecnologia em Gestão Ambiental tem duração de 2 a 4 anos (depende da instituição ofertante, da área em que o curso abrange e de sua grade curricular), podendo o profissional formado atuar em uma série de atividades.

Segundo Pires (2009), "o profissional tecnólogo em gestão ambiental atua no gerenciamento, planejamento, execução e coordenação das atividades ligadas à área ambiental, garantindo a preservação do meio ambiente."


O Tecnólogo em Gestão Ambiental estará apto para atuar na administração pública municipal, estadual e federal, secretarias públicas de planejamento e de meio ambiente, organizações não governamentais, unidades de conservação ambiental, empresas rurais, laboratórios, estações de tratamento, indústrias, empresas privadas, inclusive de assessoria e de consultoria, e entidades afins, exercendo as seguintes funções:

Identificar, caracterizar e correlacionar os sistemas e ecossistemas, os elementos que os compõem e suas respectivas funções. Identificar os parâmetros de qualidade ambiental dos recursos naturais (solo, água e ar). Classificar os recursos naturais (água e solo) segundo seus usos, correlacionando às características físicas e químicas com sua produtividade. Identificar as fontes e o processo de degradação natural de origem química, geológica e biológica e as grandezas envolvidas nesses processos, utilizando métodos de medição e análises propor métodos e tecnologias ambientais a fim de minimizar as fontes e o processo de degradação natural de origem química, geológica e biológica e as grandezas envolvidas nesses processos. Identificar características básicas de atividades de exploração de recursos naturais renováveis e não renováveis que intervêm no meio ambiente e propor soluções mais adequadas. Identificar e caracterizar situações de risco, propor e aplicar métodos de eliminação ou de redução de impactos ambientais. Identificar e correlacionar o conjunto dos aspectos sociais, econômicos, culturais e éticos envolvidos nas questões ambientais. Avaliar as causas e efeitos dos impactos ambientais globais na saúde, no ambiente e na economia. Identificar os processos de intervenção antrópica sobre o meio ambiente e as características das atividades produtivas geradoras de resíduos sólidos, efluentes líquidos e emissões atmosféricas. Avaliar os efeitos ambientais causados por resíduos sólidos, poluentes atmosféricos e efluentes líquidos, identificando as consequências sobre a saúde humana e sobre a economia e propor medidas mitigatórias. Aplicar a legislação ambiental local, nacional e internacional. Participar na elaboração de procedimentos de avaliação, estudo e relatório de impacto ambiental (AIA/EIA/RIMA). Planejar, implantar e coordenar sistemas de gestão ambiental em organizações, segundo as normas técnicas em vigor (NBR/ISO 14001). Utilizar sistemas informatizados de gestão ambiental. Interpretar resultados analíticos referentes aos padrões de qualidade de solo, ar, água e da poluição visual e sonora, propondo medidas mitigadoras. Aplicar princípios e utilizar tecnologias de prevenção e correção da poluição. Organizar e atuar em campanhas de mudanças, adaptações culturais e transformações de atitudes e condutas relativas ao meio ambiente. Elaborar propostas de manejo e recuperação de áreas degradadas. Participar na elaboração, implantação e gerenciamento de projetos ambientais. Participar na pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias ambientais. Prestar consultorias e assessorias nas áreas supracitadas.

Referências: Pires, Michael (2009). Tecnólogos em Gestão Ambiental.

O que é Gestão Ambiental?


Gestão Ambiental é a administração do exercício de atividades econômicas e sociais de forma a utilizar de maneira racional os recursos naturais, renováveis ou não.


A gestão ambiental deve visar o uso de práticas que garantam a conservação e preservação da biodiversidade, a reciclagem das matérias-primas e a redução do impacto ambiental das atividades humanas sobre os recursos naturais. Fazem parte também do arcabouço de conhecimentos associados à gestão ambiental técnicas para a recuperação de áreas degradadas, técnicas de reflorestamento, métodos para a exploração sustentável de recursos naturais, e o estudo de riscos e impactos ambientais para a avaliação de novos empreendimentos ou ampliação de atividades produtivas.

A prática da gestão ambiental introduz a variável ambiental no planejamento empresarial, e quando bem aplicada, permite a redução de custos diretos - pela diminuição do desperdício de matérias-primas e de recursos cada vez mais escassos e mais dispendiosos, como água e energia - e de custos indiretos - representados por sanções e indenizações relacionadas a danos ao meio ambiente ou à saúde de funcionários e da população de comunidades que tenham proximidade geográfica com as unidades de produção da empresa. Um exemplo prático de políticas para a inserção da gestão ambiental em empresas tem sido a criação de leis que obrigam a prática da responsabilidade pós-consumo.

À medida que a sociedade vai se conscientizando da necessidade de se preservar o meio ambiente, a opinião pública começa a pressionar o meio empresarial a buscar meios de desenvolver suas atividades econômicas de maneira mais racional. O próprio mercado consumidor passa a selecionar os produtos que consome em função da responsabilidade social das empresas que os produzem. Desta forma, surgiram várias certificações, tais como as da família ISO14000, que atestam que uma determinada empresa executa suas atividades com base nos preceitos da gestão ambiental.

Em paralelo, o aumento da procura pelas empresas de profissionais especializados em técnicas de gestão ambiental motivou o surgimento de cursos superiores voltados para a formação desses profissionais, tais como os de Tecnólogo em gestão ambiental, de Engenharia Ambiental, Bacharelado em Gestão Ambiental e Tecnologia do Meio Ambiente; além de Especializações em Gestão Ambiental.
Devido aos grandes problemas que envolvem o saneamento básico e os recursos hídricos, muitas disciplinas dos cursos de gestão ambiental são comuns aos Cursos de Engenharia sanitária e de Engenharia hidráulica.